terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Eu novamente me peguei lembrando dos dias em que tudo fazia sentido, em que você estava comigo independente de qualquer coisa. Sinto saudade do momento em que eu achei que seria pra sempre, de todos os meus sorrisos verdadeiros ao seu lado. De cada palavra dita e todas as vezes que você falava que me amava. Acreditei, confiei, amei, me entreguei e por fim, sofri de um jeito que eu nunca imaginei que pudesse sofrer ao perder algo que realmente importa. Algo que se é tirado das suas mãos e principalmente arrancado do seu coração sem razão alguma. Não há formas de explicar quanta falta você me trás, de todos os momentos que não voltam mais.

DOIS MIL E ONZE!


Que seja um ano de muitas vitórias, conquistas, realizações e sucesso. Para mim já está sendo maravilhoso. Que seja o ano do DESAPEGO! Vamos viver mais, curti mais, beijar mais e se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa ou por outras... Enfim faça tudo que você quiser fazer, afinal ninguém sabe do dia de amanhã. Que Deus nos ilumine e guie nossos passos neste novo ano. Que todos os erros dos anos que passaram sejam acertos hoje. Temos um ano maravilhoso pela frente, uma nova etapa para que possamos recomeçar. No mais um 2011 cheio de coisas boas!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

8 ou 80

Talvez seja um vicio, ou então uma virtude. Uma coisa boa, ou ruim, mas eu sou uma das quais não conseguem se contentar com o meio termo. Pra mim sempre só pode haver duas alternativas: a que eu quero e a que eu não quero. É tão simples, torna o jogo muito mais fácil. Gosto das coisas pelo meio mais difícil, gosto de ser eu mesmo, gosto de ser diferente. Muita das vezes não faço coisas aparentemente normais, mas a normalidade é subjetiva. Simplesmente eu não conheço, o que existe entre o 8 e o 80.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não é todo dia que você encontra o amor da sua vida.

Pode ser que aconteça uma única vez, e seja mais fulminante do que um ataque cardíaco! Pode ser que nunca aconteça. E pode ser que você encontre tantos amores, que acabe até se acostumando! Não tem regra, não tem garantias. Cada pessoa passa por isso de forma diferente e sempre vive para contar a história (diferente do ataque cardíaco!). E antes que me perguntem como sabemos que aquela pessoa é mesmo o amor da nossa vida, já respondo: você sabe. Respondo com aquele conhecimento de causa que só quem não é psicólogo e não tem um pingo de conhecimento teórico sobre o assunto tem. O conhecimento de quem já passou por isso e tem esta certeza em cada pequeno ossinho do corpo. Você não conhece o grande amor da sua vida. Você reconhece! É como se vocês tivessem uma ligação tão anterior àquele momento, tão ancestral, que o olhar cruzado, o sorriso trocado e principalmente o toque são absolutamente familiares. É como voltar para casa, mas uma casa onde você nunca esteve antes. O amor da sua vida não precisa ser eterno. Aliás, esta pressão da eternidade é que estraga um pouco o momento do reconhecimento. Você encontra a pessoa, olha nos olhos, sabe que é exatamente ELA, mas já entra na história com a nuvenzinha do “mas será que é para sempre?” rondando a cabeça. O amor da nossa vida pode durar exatos cinco minutos, contadinhos no relógio. Mas serão cinco minutos tão intensos, que terão gosto de eternidade. Outro dia um amigo me disse que estava se preparando para a chegada da pessoa certa. Que se você não está preparado, seu grande amor pode passar na sua vida pelo menos dez vezes e não será reconhecido. Mas se você liga os radares e presta atenção, tudo pode ser mais imediato. Discordo em gênero, número e grau! Não há forma do amor da sua vida passar despercebido por você. Mesmo que você não queira, mesmo que não esteja preparado. E digo mais... as chances de acontecer quando você menos espera são muito maiores. Quando você não se prepara é que o furacão vem com maior intensidade, derrubando suas casas e fazendo com que suas vaquinhas fiquem rodopiando no ar. É quando você não está olhando para os dois lados que o caminhão vem e te atropela com tudo, te deixando inteiro quebrado, recolhendo seus pedacinhos pela estrada e tentando reencaixar como eram antes, mas sem sucesso. A chegada do grande amor da sua vida te deixa sempre com a sensação de estar totalmente desmontado, e com pecinhas faltando, justo aquelas que costumavam ser fundamentais na sua existência. Mas te garanto: elas não te farão falta! Amar intensamente é como uma febre. Se você precisa do termômetro, é porque está, no máximo, em estado febril. Febre mesmo, febre alta, não tem meio termo: você treme de frio, tem dor no corpo inteiro, fica com a pele queimando de tão quente, sem forças para fazer muita coisa. Então, se você está com muita dúvida e desesperado por um termômetro para saber se está mesmo amando, provavelmente não está. Pode ser a pessoa mais maravilhosa do mundo, e pode ser que você escolha ficar com ela, mesmo para sempre. Mas não é o grande amor da sua vida. Até porque, como já diziam Tom e Vinícius, todo grande amor só é bem grande se for triste. Tamanha intensidade muitas vezes pode significar um sofrimento de igual proporção. O amor da sua vida pode ser a pessoa mais errada do mundo para você. Encontra-lo, finalmente, pode significar que é exatamente o momento ideal para ficar um pouco sozinho. É uma experiência que mete um medo danado, que pode muito bem paralisar todas as ações, dos dois! Quem sabe? Como eu disse logo no começo, não há regras e nem garantias. Mas uma coisa é certa. Ele chega para transformar a sua vida. Que seja para sempre ou não, feliz ou triste, certo ou errado, não importa. O que importa é que a sua vida não será mais a mesma. E é exatamente por isso que ele é tão importante. É exatamente por isso que ele é fundamental.

sábado, 4 de dezembro de 2010

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Distância e longa ausência prejudicam qualquer amizade, por mais desgostoso que seja admiti-lo. As pessoas que não vemos, mesmo os amigos mais queridos, aos poucos se evaporam no decurso do tempo até ao estado de noções abstratas, e o nosso interesse por elas torna-se cada vez mais racional, de tradição. Por outro lado, conservamos interesse vivo e profundo por aqueles que temos diante dos olhos, nem que sejam apenas os animais de estimação. Tão presa aos sentidos é a natureza humana. Por isso, aqui também são sábias as palavras de Goethe: O tempo presente é um Deus poderoso. Os amigos da casa são chamados assim com justeza, pois são amigos mais da casa do que do dono, portanto, assemelham-se antes aos gatos do que aos cães. Os amigos dizem-se sinceros; os inimigos o são. Sendo assim, deveríamos usar a censura destes para nosso auto-conhecimento, como se fosse um remédio amargo. Os amigos são raros na necessidade? Não, pelo contrário! Mal fazemos amizade com alguém, e logo ele estará em dificuldade, pedindo dinheiro emprestado.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O medo do amor.


Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela?As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro. Caio Fernando Abreu