quinta-feira, 10 de março de 2011

Desapego;


''As abelhas nos dão um grande exemplo de DESAPEGO. Após construírem a colméia, elas abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente, o soltam sem preocupação se vai para outro. Deixam o melhor que têm, seja pra quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém de nossa preferência.
Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. O sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. Se não abrirmos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?"


Carnaval de Salvador perfeito, pratiquei o desapego! rs Beijinhos ;*

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Desapego x Apego


Desapego... que exercício difícil para nós ainda presos ao ego humano... o apego é uma das maiores ilusões da vida terrena... apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro... O apego é uma das fontes de maior sofrimento... quanta dor, quantas lágrimas por nada. O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar... somente com o desapego é que podemos ter... ter o que é da alma... porque nós não temos... nós simplesmente somos... somos o que somos. O sofrimento do apego se inicia aqui, na Terra, quando presos aos mayas* acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante... Claro que a prosperidade é um direito do ser, é estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse... Alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 86 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2011... nós aprendemos na Luz e na sombra... temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias... tudo é cíclico... tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado. Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos... não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos... Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma... vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda... E o que dizermos do apego emocional? Ah... é mais e muito mais dolorido! Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós... e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços carmáticos profundos... e o mais irônico, para não dizer o mais triste, é que nos atrevemos, presos a esta visão distorcida, a chamar isto de amor! Mas temos que compreender que para atingirmos o Desapego e o Amor Maior, temos que vivenciar o apego e o amor terreno. São os nossos primeiros passos para alcançarmos a sabedoria dos Mestres. Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados. Na minha própria experiência de vida e na minha experiência profissional já tive a abençoada oportunidade de perceber esta distorção. Na minha mente vêm, neste momento, dois ou três casos recentes que ilustram esta situação e vou citar um deles para que, através de uma profunda reflexão, sirva-nos como um aprendizado, porque a humanidade é interligada e um influencia o outro; o aprendizado de um altera o todo. A Maria e o João foram casados por quase 20 anos. O João se apaixonou pela Joana e foi embora em busca da sua felicidade, real ou ilusória, não importa aqui. Isto já faz dez anos... O João foi embora mas continuou iludindo a Maria. Não permitia que ela se desprendesse dele. Visitava-a constantemente, a presenteava sempre, escrevia cartas dizendo da sua ligação com ela, que não conseguia esquecê-la, mas que não tinha forças para deixar a Joana pois ela era tão frágil... tão necessitada dele... e que a Maria sim, era forte, e como ele a admirava por isso e que a Maria poderia compreender e esperar que ele resolvesse a situação... e que tentaria resolver o mais breve possível e em algumas vezes até deixava transparecer que seu desespero era tão grande que poderia até se suicidar e que a Joana era tão dependente que se ele a deixasse provavelmente ela seria capaz de fazer uma loucura e o que seria dele? E a consciência e responsabilidade dele? Nunca mais se perdoaria. A Joana era tão depressiva... até tomava vários medicamentos... e a Maria nisso tudo? Um verdadeiro exemplo de desapego... negou a própria vida, parou de lutar por suas metas, escondeu-se atrás destas migalhas ilusórias e ficou aguardando esperançosa o retorno do João; ficou adiando ser feliz por todos esses anos... Quando o João retornasse como seriam novamente felizes! Desapego? Amor incondicional? Baixa auto-estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional... é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo. Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós. O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro. Estejamos atentos aos mayas... aos autoboicotes... às migalhas que acreditamos merecer... Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona. Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.

Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Eu novamente me peguei lembrando dos dias em que tudo fazia sentido, em que você estava comigo independente de qualquer coisa. Sinto saudade do momento em que eu achei que seria pra sempre, de todos os meus sorrisos verdadeiros ao seu lado. De cada palavra dita e todas as vezes que você falava que me amava. Acreditei, confiei, amei, me entreguei e por fim, sofri de um jeito que eu nunca imaginei que pudesse sofrer ao perder algo que realmente importa. Algo que se é tirado das suas mãos e principalmente arrancado do seu coração sem razão alguma. Não há formas de explicar quanta falta você me trás, de todos os momentos que não voltam mais.

DOIS MIL E ONZE!


Que seja um ano de muitas vitórias, conquistas, realizações e sucesso. Para mim já está sendo maravilhoso. Que seja o ano do DESAPEGO! Vamos viver mais, curti mais, beijar mais e se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa ou por outras... Enfim faça tudo que você quiser fazer, afinal ninguém sabe do dia de amanhã. Que Deus nos ilumine e guie nossos passos neste novo ano. Que todos os erros dos anos que passaram sejam acertos hoje. Temos um ano maravilhoso pela frente, uma nova etapa para que possamos recomeçar. No mais um 2011 cheio de coisas boas!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

8 ou 80

Talvez seja um vicio, ou então uma virtude. Uma coisa boa, ou ruim, mas eu sou uma das quais não conseguem se contentar com o meio termo. Pra mim sempre só pode haver duas alternativas: a que eu quero e a que eu não quero. É tão simples, torna o jogo muito mais fácil. Gosto das coisas pelo meio mais difícil, gosto de ser eu mesmo, gosto de ser diferente. Muita das vezes não faço coisas aparentemente normais, mas a normalidade é subjetiva. Simplesmente eu não conheço, o que existe entre o 8 e o 80.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não é todo dia que você encontra o amor da sua vida.

Pode ser que aconteça uma única vez, e seja mais fulminante do que um ataque cardíaco! Pode ser que nunca aconteça. E pode ser que você encontre tantos amores, que acabe até se acostumando! Não tem regra, não tem garantias. Cada pessoa passa por isso de forma diferente e sempre vive para contar a história (diferente do ataque cardíaco!). E antes que me perguntem como sabemos que aquela pessoa é mesmo o amor da nossa vida, já respondo: você sabe. Respondo com aquele conhecimento de causa que só quem não é psicólogo e não tem um pingo de conhecimento teórico sobre o assunto tem. O conhecimento de quem já passou por isso e tem esta certeza em cada pequeno ossinho do corpo. Você não conhece o grande amor da sua vida. Você reconhece! É como se vocês tivessem uma ligação tão anterior àquele momento, tão ancestral, que o olhar cruzado, o sorriso trocado e principalmente o toque são absolutamente familiares. É como voltar para casa, mas uma casa onde você nunca esteve antes. O amor da sua vida não precisa ser eterno. Aliás, esta pressão da eternidade é que estraga um pouco o momento do reconhecimento. Você encontra a pessoa, olha nos olhos, sabe que é exatamente ELA, mas já entra na história com a nuvenzinha do “mas será que é para sempre?” rondando a cabeça. O amor da nossa vida pode durar exatos cinco minutos, contadinhos no relógio. Mas serão cinco minutos tão intensos, que terão gosto de eternidade. Outro dia um amigo me disse que estava se preparando para a chegada da pessoa certa. Que se você não está preparado, seu grande amor pode passar na sua vida pelo menos dez vezes e não será reconhecido. Mas se você liga os radares e presta atenção, tudo pode ser mais imediato. Discordo em gênero, número e grau! Não há forma do amor da sua vida passar despercebido por você. Mesmo que você não queira, mesmo que não esteja preparado. E digo mais... as chances de acontecer quando você menos espera são muito maiores. Quando você não se prepara é que o furacão vem com maior intensidade, derrubando suas casas e fazendo com que suas vaquinhas fiquem rodopiando no ar. É quando você não está olhando para os dois lados que o caminhão vem e te atropela com tudo, te deixando inteiro quebrado, recolhendo seus pedacinhos pela estrada e tentando reencaixar como eram antes, mas sem sucesso. A chegada do grande amor da sua vida te deixa sempre com a sensação de estar totalmente desmontado, e com pecinhas faltando, justo aquelas que costumavam ser fundamentais na sua existência. Mas te garanto: elas não te farão falta! Amar intensamente é como uma febre. Se você precisa do termômetro, é porque está, no máximo, em estado febril. Febre mesmo, febre alta, não tem meio termo: você treme de frio, tem dor no corpo inteiro, fica com a pele queimando de tão quente, sem forças para fazer muita coisa. Então, se você está com muita dúvida e desesperado por um termômetro para saber se está mesmo amando, provavelmente não está. Pode ser a pessoa mais maravilhosa do mundo, e pode ser que você escolha ficar com ela, mesmo para sempre. Mas não é o grande amor da sua vida. Até porque, como já diziam Tom e Vinícius, todo grande amor só é bem grande se for triste. Tamanha intensidade muitas vezes pode significar um sofrimento de igual proporção. O amor da sua vida pode ser a pessoa mais errada do mundo para você. Encontra-lo, finalmente, pode significar que é exatamente o momento ideal para ficar um pouco sozinho. É uma experiência que mete um medo danado, que pode muito bem paralisar todas as ações, dos dois! Quem sabe? Como eu disse logo no começo, não há regras e nem garantias. Mas uma coisa é certa. Ele chega para transformar a sua vida. Que seja para sempre ou não, feliz ou triste, certo ou errado, não importa. O que importa é que a sua vida não será mais a mesma. E é exatamente por isso que ele é tão importante. É exatamente por isso que ele é fundamental.

sábado, 4 de dezembro de 2010

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Distância e longa ausência prejudicam qualquer amizade, por mais desgostoso que seja admiti-lo. As pessoas que não vemos, mesmo os amigos mais queridos, aos poucos se evaporam no decurso do tempo até ao estado de noções abstratas, e o nosso interesse por elas torna-se cada vez mais racional, de tradição. Por outro lado, conservamos interesse vivo e profundo por aqueles que temos diante dos olhos, nem que sejam apenas os animais de estimação. Tão presa aos sentidos é a natureza humana. Por isso, aqui também são sábias as palavras de Goethe: O tempo presente é um Deus poderoso. Os amigos da casa são chamados assim com justeza, pois são amigos mais da casa do que do dono, portanto, assemelham-se antes aos gatos do que aos cães. Os amigos dizem-se sinceros; os inimigos o são. Sendo assim, deveríamos usar a censura destes para nosso auto-conhecimento, como se fosse um remédio amargo. Os amigos são raros na necessidade? Não, pelo contrário! Mal fazemos amizade com alguém, e logo ele estará em dificuldade, pedindo dinheiro emprestado.